Igreja de estilo barroco


Igreja de estilo barroco – O Bloco


Igreja de estilo barroco- carimbo de 1º dia

SOBRE O BLOCO
Temos como fundo do bloco a imagem da igreja em perspectiva, vista em sua totalidade. Na parte esquerda do bloco há aplicações de ornamentos em hotstamping dourado, retirados do próprio detalhe do selo, realçando uma das características do estilo barroco. Com o objetivo de ressaltar a riqueza ornamental dos detalhes, o selo destaca parte da singular fachada da Igreja da Ordem 3ª
Secular de São Francisco da Bahia, focalizando o nicho com a escultura de São Francisco, patrono da Ordem, duas figuras masculinas, seminuas e que portam cabaças típicas dos peregrinos mendicantes, além dos de mais adornos que registram o estilo Barroco Plateresco. No canto superior esquerdo do selo consta o título da emissão e abaixo da imagem a identificação da igreja. Foram usadas técnicas de fotografia e computação gráfica.

DETALHES TÉCNICOS
Edital nº 17
Fotos: Luciano Soares – Correios e
Nelson Kon – Iphan
Arte-finalização: Jamile Costa Sallum –
Correios
Processo de Impressão: ofsete +
hotstamping dourado
Bloco com 1 selo
Papel: cuchê gomado
Valor facial: R$ 2,55
Tiragem: 50.000 blocos
Área de desenho: 38mm x 38mm
Dimensão do selo: 38mm x 38mm
Dimensão do bloco: 127mm x 85mm
Picotagem: 11,5 x 11,5
Data de emissão: 1º/12/2017
Local de lançamento: Salvador/BA
Impressão: Casa da Moeda do Brasil

A FACHADA DA IGREJA DA ORDEM 3ª SECULAR DE
SÃO FRANCISCO DA BAHIA
A fachada da Igreja dos Terceiros Franciscanos de Salvador distingue-se das demais igrejas brasileiras do período colonial por ser totalmente ornamentada de esculturas em pedra expressando
o “Horror Vacui” (horror ao vazio) do barroco. Esse tipo de fachada, denominado “fachada retábulo”, muito comum na América espanhola (México, Peru, Equador), é aqui a expressão do poder de uma ordem religiosa de leigos constituída por homens brancos, membros da elite financeira, política e intelectual da colônia, que projetou o seu status social na excepcionalidade artística da fachada. A bibliografia identifica essa fachada como sendo do estilo “Plateresco”, ou “Churrigueresco”. O primeiro, deriva da transposição dos ornatos de estilo maneiristas da prata lavrada no século XVII para a pedra e a madeira; o segundo relaciona a carga e o rebuscamento ornamental praticado pela família “Churriguera”, de arquitetos e escultores espanhóis de Salamanca, do séc. XVIII. A Ordem Terceira foi fundada no Convento de São Francisco em 1635, por Frei Cosme de S. Damião. Em 1644 a sala de reuniões e a primeira igreja foram construídas. Em 1686 foi planejado a reedificação da igreja sob plano monumental. A primeira pedra foi colocada em 1702 e o projeto escolhido por concurso foi o do Mestre Gabriel Ribeiro. A obra se estendeu até 1703, quando o templo foi inaugurado. Os artistas aproximaram-se do repertório ornamental e da delicadeza do lavor do “plateresco”. Por outro lado, o esquema construtivo não parece repetir ou se aproximar dos esquemas da família “Churriguera”. A ordenação dos elementos ornamentais obedece a lógica construtiva dos retábulos luso-brasileiros executados em madeira por entalhadores no século XVIII e as soluções presentes nos tratados arquitetônicos do período. A fachada é dividida horizontalmente em três corpos, distinguidos por duas cimalhas, o corpo inferior corresponde a porta de entrada do templo, o corpo médio a zona central da fachada em que se situam as janelas do coro e o nicho com a escultura de São Francisco, patrono da Ordem, a superior é o frontão que arremata o conjunto com volutas, armas do império e dos franciscanos e a cruz latina. No plano vertical são quatro divisões realizadas por pilastras em mísulas acânticas no plano inferior e ocupadas por figuras humanas no plano central. As duas dos extremos são femininas e vestidas de túnicas romanas, as duas próximas ao nicho, são masculinas, seminuas e portam cabaças típicas dos peregrinos mendicantes. O vocabulário ornamental incorpora a variedade de motivos fantásticos do barroco como mascarões, sereias clássicas (transmutadas em folhagens da cintura para baixo), serpentes do mal que ocupam o friso das pilastras das extremidades e motivos da arquitetura clássica. Alterações foram realizadas no século XIX: Duas portas que ladeiam a central foram abertas e o escudo, que provavelmente fosse da coroa portuguesa, foi transformado no Escudo do Império do Brasil constante de esfera armilar sobre a cruz de Cristo, orlado por 19 estrelas correspondentes as dezenove províncias existentes na época. O eixo vertical ascendente une a porta principal do templo à figura do Patriarca coroado, ao escudo do império do Brasil e à Cruz Latina de onde todo poder emana. No século XIX, motivados pela crítica ao exagero ornamental,  toda essa exuberante obra foi recoberta por argamassa caiada de branco. Somente no século XX, acidentalmente se redescobriu a fachada original, retirando todo o reboco e revelando-a por inteiro.Podemos hoje perceber essa fachada como um elo estético entre o Brasil e a América Latina.
Luiz Alberto Ribeiro Freire
Doutor em História da Arte

Série Relações Diplomáticas: Brasil – Chile 100 Anos de Violeta Parra

16-Série Relações Diplomáticas: Brasil – Chile
100 Anos de Violeta Parra – Selo


16-Série Relações Diplomáticas: Brasil – Chile
100 Anos de Violeta Parra – Carimbo 1º dia

 

SOBRE O SELO
Essa emissão faz um tributo à Violeta Parra, compositora, cantora, artista plástica, ceramista, importante folclorista de seu país e fundadora da música popular chilena. O selo apresenta a imagem de Violeta, acompanhada de seu violão, fotografada durante apresentação na Sala “La Scala”, em Paris, no ano de 1953. Sob sua foto, aparecem um trecho da partitura de uma de suas canções, evidenciando a musicalidade da compositora, e a logo comemorativa dos 100 anos de seu nascimento. No fundo do selo foi empregada a cor violeta em referência ao nome da homenageada. Para
destacar seu talento como artista plástica, a folha dessa emissão, com 20 selos, foi composta sobre a imagem de sua obra “Niños en Fiesta”, relevo em papel maché sobre madeira aglomerada, de 1963-1965. Na concepção da arte foi utilizada a técnica de fotografia e computação gráfica.

DETALHES TÉCNICOS
Edital nº 16
Foto: Fundação Violeta Parra
Arte finalização: Jamile Costa Sallum
– Correios
Processo de Impressão: ofsete
Papel: cuchê gomado
Folha com 20 selos
Valor facial: R$3,15
Tiragem: 600.000 selos
Área de desenho: 26mm x 44mm
Dimensão do selo: 26mm x 44mm
Picotagem: 11,5 x 11
Data de emissão: 21/11/2017
Local de lançamento: Brasília/DF
Impressão: Casa da Moeda do Brasil

100 Anos de Violeta Parra

Violeta Parra é lembrada pelo Chile e pelo mundo por ocasião dos 100 anos de seu nascimento (1917). Referência absoluta da música popular chilena e latino-americana, ela reuniu em sua pessoa as mais diversas manifestações da arte: compositora, compiladora e estudiosa das tradições folclóricas orais, poetisa, bordadeira de tapetes e artista plástica. Nesse contexto o Governo do Chile e os Correios se unem para homenagear esta destacada chilena universal por meio do lançamento do selo comemorativo de seu centenário. Violeta foi a energia que brotou das montanhas do Chile e que se expressou num amor e numa reflexão profunda sobre sua própria história. Nascida no sul do país, desde muito cedo conheceu os costumes e as canções de sua terra as quais cantava junto a sua irmã em restaurantes. Uma vez em Santiago casou-se com Luis Cereceda em 1938 e deu continuidade à sua talentosa família. Já seus nove irmãos Nicanor, Hilda, Roberto, Lalo, Lautaro, Elba, Caupolicán, Olga e Oscar foram grandes artistas. Os seus pais Nicanor e Rosa foram importantes conhecedores da música chilena urbana e rural. Violeta não podia escapar a esse destino, interpretando como ninguém a cultura e o folclore chilenos.

“(…) O que pode o sentimento,
Não pôde o saber,
Nem o mais claro proceder,
Nem o mais largo pensamento (…)”

Admirada e reconhecida em toda a América Latina, a sua vida foi marcada por viagens fundamentais – dentro e fora do Chile – tanto em sua trajetória poética como política. As suas músicas são o testemunho dessas vivências. A partir dos anos 50, sua contribuição ao movimento Nueva Canción Chilena resultou inspirador e imprescindível em razão de seu valioso trabalho compilatório. Violeta também é lembrada por sua célebre exposição “Tapeçarias de Violeta Parra”, de abril de 1964, realizada no Museu de Artes Decorativas do Palácio do Louvre.
Violeta Parra faleceu em fevereiro de 1967 legando à música chilena e latino-americana criações inesquecíveis tais como Gracias a la Vida, Volver a los Diecisiete, Arauco tiene una pena, Run run se fue pal norte, Que pena siente el alma, entre outras. Artistas das mais diversas latitudes tais como Mercedes Soza, Chico Buarque, Elis Regina, Milton
Nacimento, Caetano Veloso, Silvio Rodríguez, Pablo Milanés, Juan Luis Guerra, Joan Manuel Serrat, entre muitos outros, interpretaram suas belas canções. Violeta continua a inspirar artistas jovens que enriquecem seu legado e ajudam a espalhar a essência de sua vida e obra.

Embaixador Jaime Rodrigo Gazmuri Mujica
Embaixada da República do Chile no Brasil

 

Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo

15 – Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo:
(Emissão Postal Especial)
15 – Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo:
(Emissão Postal Especial)

15 – Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo:
(Emissão Postal Especial)

15 – Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo:
(Emissão Postal Especial)

15 – Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo:
(Emissão Postal Especial)

15 – Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo:
(Emissão Postal Especial)
Carimbo comemorativo de 1º dia de circulação (Brasília)

15 – Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo:
(Emissão Postal Especial)
Carimbo comemorativo de 1º dia de circulação (São José do Rio Preto)
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SOBRE OS SELOS

O principal elemento de histórias como O Soldadinho de Chumbo e outras tantas mais antigas que o tempo, é a magia que permeia cada aspecto dos personagens e cenários. Essa magia, para ser traduzida para a obra, transformouse em uma paleta de cores muito vibrantes e em formas extravagantes. Além do mais, foi escolhida uma composição vertical porque ela permite uma melhor distribuição dos elementos da história – o boneco malvado, a bailarina, o soldadinho, o peixe e o barco – e seus respectivos papeis na trama. De uma forma geral, o uso de recortes de papel para construir cada detalhe da cena foi essencial para conferir uma nova visão a um conto clássico, sem no entanto perder o toque da arte tradicional, que cada vez mais vem cedendo espaço para o digital.

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 15 Arte: Nathanna Érica

Selo gomado Minifolha com 6 selos Dimensão da minifolha: 140mm x 190mm Processo de Impressão: ofsete Papel: cuchê gomado Valor facial: R$ 2,55 Tiragem: 480.000 selos Área de desenho: 33mm x 71mm Dimensão dos selos: 38mm x 76mm Picotagem: 11,5 x 11,5

Selos autoadesivos Folha: 24 selos Processo de Impressão: ofsete Papel: cuchê autoadesivo Valor facial: 1º Porte Carta Comercial Tiragem: 1.920.000 selos (480.000 de cada selo) Área de desenho: 24mm x 34mm Dimensão dos selos: 30mm x 40mm Picotagem: semi-corte com “BR”

Data de emissão: 10/11/2017 Locais de lançamento: Rio Branco/AC, Maceió/AL, Manaus/AM, Macapá/AP, Salvador/BA, Brasília/DF, Fortaleza/ CE, Itapemirim/ES, Goiânia/GO, São Luís/MA, Belo Horizonte/MG, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Belém/PA, João Pessoa/PB, Recife/PE, Teresina/PI, Curitiba/PR, Rio de Janeiro/RJ, Natal/ RN, Porto Velho/RO, Boa Vista/RR, Taquara/RS, São José/SC, Aracaju/SE, São José do Rio Preto/SP, São Paulo/SP e Palmas/TO Impressão: Casa da Moeda do Brasil

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Texto descritivo do Edital
Os Soldadinhos de Natal

Quando Ernest Theodor Amadeus Hoffmann escreveu o romance O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos, em 1816, ele não imaginava que estaria criando uma tradição. Na história, uma menina ganha de presente de Natal um soldadinho quebra-nozes e é levada em seus sonhos a um mundo mágico em que ele luta contra o Rei dos Camundongos. Desde então, o quebra-nozes, sempre na figura de um soldadinho, passou a ser também um símbolo natalino, principalmente na Alemanha, de onde é originário.

Em 1838 o dinamarquês Hans Christian Andersen, publica o conto Soldadinho de Chumbo. A história começa quando um menino ganha uma caixa com 25 soldados feitos de chumbo em seu aniversário. O último dos soldados tinha apenas uma perna, pois faltou chumbo para completa-lo. Os soldadinhos foram acomodados próximo a outros brinquedos, dentre eles havia uma bailarina de papel que usava uma tiara com uma pequena pedra azul, e ela se equilibrava somente em uma perna, com os braços levantados. O soldadinho acreditando que a bailarina também tinha somente uma perna, se apaixonou, pensando que aquela jovem tão linda fosse como ele. Naquela noite, um gênio mal entre os outros brinquedos advertiu o soldado para que ele parasse de olhar para a bailarina, mas o soldado, apaixonado, o ignorou. No dia seguinte, a janela se abriu, batendo fortemente as venezianas. Teria sido o vento, ou o geniozinho maldoso? E o pobre soldadinho caiu de cabeça na rua. Dois meninos o encontraram, e colocaram o soldadinho num barquinho de papel lançando-o pela sarjeta. O barquinho caiu no esgoto e continuou a navegar até cair em um rio, onde foi engolido por um peixe. Quando este peixe foi pescado e cortado, o soldado estava na mesma casa de antes, e colocado de volta próximo à bailarina. Mas o soldadinho acabou caindo no fogo da lareira e derreteu em forma de coração. Logo em seguida, um vento assoprou e derrubou a bailarina também no fogo. Ela foi consumida instantaneamente, somente restando o coração de pedra azul, que se prendeu ao coração de chumbo do soldadinho.

A associação dos soldadinhos com o Natal foi reforçada em 1851, quando Heinrich Hoffmann, um psiquiatra alemão escreveu alguns versos ilustrados para dar de presente ao seu filho no Natal. Um amigo gostou tanto que o convenceu a publicá-los, com grande sucesso. Posteriormente, ele escreveu o conto ‘König oder Nussknacker der arme Reinhold’ (O Rei Quebra-Nozes e o pobre Reinhold). Esse conto de natal relata a história de um menino enfermo que, em seus sonhos, é levado por um Soldado Quebra-Nozes a um mundo repleto de brinquedos. Ao acordar pela manhã, a criança encontra os brinquedos de seus sonhos junto ao pinheirinho de Natal e recupera a sua saúde.

Os soldadinhos, também, foram inseridos em um dos três balés compostos por Tchaikovsky, em 1892, O Quebra Nozes.

Criados no século XIX, os soldadinhos firmaram-se como ícones tradicionais dos enfeites do Natal levando emoção para a data mais esperada do ano. Analisando sua simbologia e significados, percebemos que os valores constantes nessas obras ultrapassam o tempo, o espaço, vindo ao encontro de conflitos tão presentes no mundo contemporâneo. Os soldadinhos passam a imagem de valentia e coragem frente às adversidades, enfrentando os perigos e ameaças para defender a si e aos seus.

Para 2017, inspirada no conto, de Hans Christian Andersen, o Soldadinho de Chumbo, apresentamos nossa tradicional emissão comemorativa de Natal e, com esse espírito de que a magia do Natal é capaz de renovar a esperança e de resgatar sonhos, os Correios convidam todos a acreditar que é possível sermos agentes de mudança. Essa mágica inspira nossas ações e possui a força de transformarmos o mundo. Boas Festas.

Correios
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Veja a íntegra do Edital (Arquivo .pdf)
Edital 15 – 2017
Conto de Natal: Soldadinho de Chumbo
(Emissão Postal Especial)

Série 200 Anos de Independência: Bicentenário da vinda de D. Leopoldina


14 – Série 200 Anos de Independência:
Bicentenário da vinda de D. Leopoldina
(Emissão Postal Comemorativa)

14 – Série 200 Anos de Independência:
Bicentenário da vinda de D. Leopoldina
(Emissão Postal Comemorativa)
Carimbo comemorativo de 1º dia de circulação (Brasília)

14 – Série 200 Anos de Independência:
Bicentenário da vinda de D. Leopoldina
(Emissão Postal Comemorativa)
Carimbo comemorativo de 1º dia de circulação (Rio de Janeiro)
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SOBRE O SELO

Esta emissão é a primeira de uma série de seis, denominada “Brasil, 200 anos de Independência”, uma parceria entre a Câmara dos Deputados e os Correios, iniciando-se em 2017, com o bicentenário da vinda de Dona Leopoldina, que se estenderá até 2022, com a comemoração dos 200 anos da Proclamação da Independência. Na parte superior do selo a inscrição “Brasil, 200 anos de Independência” e o uso das cores de um nascer do sol identificam o alvorecer de uma nação. A seguir, a imagem da nau D. João VI, navio de construção sofisticada, que em 1817 trouxe a Princesa ao Rio de Janeiro, em aquarela de Franz Joseph Frühbeck. Abaixo, o retrato da Princesa Leopoldina, gravura feita por Jean F. Baddoureau a partir da obra do artista Jules A. Vauthier, mostra toda sua jovialidade na época da viagem de vinda ao Brasil. Por último, sua assinatura, já com a adoção do nome Maria Leopoldina, em homenagem à nova Pátria. A folha dos selos traz uma vinheta identificando a emissão Série Relações Diplomáticas Brasil – Áustria, o Bicentenário da Vinda da Princesa e a efígie de Dª. Maria Leopoldina. Foram utilizados recursos de tinta calcográfica e computação gráfica.

DETALHES TÉCNICOS

Edital nº 14 Arte: Ely Borges e Isabel Flecha de Lima Processo de Impressão: ofsete + tinta calcográfica Papel: cuchê gomado Folha com 12 selos Valor facial: R$4,20 cada selo Tiragem: 240.000 selos Área de desenho: 21mm x 39mm Dimensão do selo: 26mm x 44mm Picotagem: 11,5 x 11 Data de emissão: 7/11/2017 Locais de lançamento: Brasília/DF e Rio de Janeiro/RJ Impressão: Casa da Moeda do Brasil

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Texto descritivo do Edital
D.ª MARIA LEOPOLDINA E
A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Nascida em 22 de janeiro de 1797, em Viena, Áustria, a arquiduquesa Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda Beatriz de Habsburgo-Lorena, que no Brasil iria adotar os nomes de Leopoldina e Maria Leopoldina, era filha de Francisco I, imperador da Áustria (1768-1835) e sua segunda esposa, a imperatriz Maria Teresa de Bourbon-Sicília (1772-1807).

Desde pequena, Leopoldina recebeu uma educação esmerada na corte vienense, adquirindo conhecimentos científicos, políticos, históricos e artísticos, além de aprender idiomas estrangeiros, especialmente o francês. Desde cedo mostrou interesse para a botânica e para a mineralogia. Nas excursões realizadas com sua família, aproveitava para coletar mostras de minerais e plantas.

Em 1816, depois de demoradas negociações, a Arquiduquesa foi escolhida para ser esposa de Dom Pedro de Alcântara, filho de Dom João VI e de Carlota Joaquina de Bourbon, herdeiro do trono do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. O casamento foi celebrado por procuração, em Viena, no dia 13 de maio de 1817.

Dona Leopoldina partiu de Viena no dia 2 de junho, em uma viagem que durou cinco meses. Em sua comitiva de 28 pessoas havia cientistas e artistas austríacos que estudariam e retratariam a natureza brasileira. Dentre os estudiosos estavam o botânico Carl von Martius, o naturalista Johann von Spix e o zoólogo Johann Natterer.

Ainda na viagem para o Brasil, passou a firmar “Maria Leopoldina”, em homenagem à nova Pátria, pois fora informada que esse era um dos prenomes de todas as infantas portuguesas.

Chegou no Rio de Janeiro, no dia 5 de novembro de 1817. No dia seguinte os príncipes receberam a benção nupcial na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

Com o retorno de D. João VI a Portugal, em abril de 1821, o casal herdeiro ficou no Brasil. O avanço de ideias liberais e as independências de vários países na América Hispânica levaram um número considerável de políticos brasileiros a apontarem impossibilidade da manutenção do Reino Unido Brasil, Portugal e Algarves.

Quando o marido, príncipe regente, viajou a São Paulo, em agosto de 1822, para apaziguar a capitania, D. Leopoldina exerceu a regência. Pedro entregou o poder a sua esposa em 13 de agosto de 1822, nomeando-a chefe do Conselho de Estado e Princesa Regente Interina do Brasil, com poderes legais para governar o país durante a sua ausência. Grande foi sua influência no processo de independência.

A princesa recebeu notícias que Portugal estava preparando diversas ações contra o Brasil e, sem tempo para aguardar o retorno de Pedro, Leopoldina, aconselhada por José Bonifácio de Andrada e Silva, e usando de seus atributos de chefe interina do governo, reuniu-se na manhã de 2 de setembro de 1822, com o Conselho de Estado, concluindo pela necessidade de independência do Brasil.

D. Leopoldina envia a D. Pedro uma carta, juntamente com outra de autoria de José Bonifácio, além de comentários de Portugal criticando a atuação do marido. Os documentos são entregues a D. Pedro em São Paulo, em 7 de setembro, que proclama a Independência do Brasil, rompendo definitivamente com Portugal.

Em 1º de dezembro de 1822, D. Pedro I e D.ª Maria Leopoldina foram aclamados como os primeiros Imperadores do Brasil, na Igreja da Nossa Senhora do Monte do Carmo, a Catedral Velha do Rio de Janeiro. Em 25 de março de 1824, o casal imperial jurou a nossa primeira Constituição como país independente.

A primeira bandeira do Brasil independente foi idealizada por Jean Baptiste Debret: o verde representa as cores da família Bragança e o amarelo da dinastia Habsburgo-Lorena. Dois filhos de Dom Pedro I e Dona Leopoldina foram soberanos: Dona Maria II, rainha de Portugal, e Dom Pedro II, imperador do Brasil.

Em 11 de dezembro de 1826, a Imperatriz teve um aborto espontâneo e, como consequência, acabou falecendo. A morte de D.ª Maria Leopoldina provocou o que se considera o primeiro luto nacional brasileiro, conforme atestam diversos historiadores. Atualmente seus restos mortais jazem no Mausoléu Imperial da Cripta do Ipiranga, em São Paulo.

José Theodoro Menck
Consultor Legislativo da Câmara dos Deputados
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Veja a íntegra do Edital (Arquivo .pdf)

Edital 14 – 2017
Série 200 Anos de Independência:
Bicentenário da vinda de D. Leopoldina
(Emissão Postal Comemorativa)